Saltar para o conteúdo principal

Quando Programar à Mão Um Torno-Fresa Já Não Compensa

Num rápido parágrafo, a programação CAM ( Computer Aided Manufacturing) teve o seu ponto de disseminação em Portugal em meados dos anos 80, principalmente na indústria de moldes de injeção e cunhos e cortantes. A programação CAM estava dedicada à fresagem e às partes mais nobres, as zonas moldantes dos moldes. Os restantes componentes eram maquinados em equipamentos convencionais ou de comando numérico de programação manual.

INSCREVER WEBINAR

Num momento um pouco mais tardio é que se começou a investir em equipamentos torno/fresa com comando numérico, já que imperavam os tornos mecânicos. A produção de componentes em torno, com operações de fresagem era sempre considerado em séries de milhares de componentes. Componentes mais específicos implicava o “cunho” de artesão, recorrendo às convencionais. Nos anos 90 surgiam os primeiros tornos-fresa com controladores numéricos de conceito semelhante às fresadoras, aptas para controlo via aplicações CAM. No entanto continua a haver uma resistência à adoção do CAM a estes equipamentos.

Torno-fresa-Gildemeister-eltro-pilot

GILDEMEISTER ELTROPILOT 1987 atualizada de 1987 de um torno automático já com controlo numérico.

Razões para a não adoção de CAM em TORNO-FRESA
Ainda que a programação de tornos-fresa com CAM tenha claras vantagens, há ainda algumas situações que permitam escolher a programação manual:

  1. A quantidade de peças a produzir num lote permite que o custo e o tempo da programação manual, seja admissível no custo total do serviço.
  2. Mesmo para peças mais complexas, a programação através de ciclos e funções paramétricas mantém o comprimento de um programa NC curto, dentro do limite da edição manual.
  3. Os tornos-fresa tipicamente vêm equipados com controladores muito limitados em termos de memória/disco que impede a utilização de programas extensos oriundos de CAM. O cartão Compact Flash é a regra nestes equipamentos ou protoloco RS232. A inexistência de ligações a rede ETHERNET, isolam estas máquinas dos seus congéneres fresadores.
  4. O desenho técnico ainda é o (único) veículo de informação para produzir peças em torno, enquanto que na fresagem o standard é o modelo 3D, acompanhado do desenho para acabamentos e tolerâncias.
  5. Enquanto que num programa CAM de fresagem complexo com dezenas de operações e ferramentas se gera um programa isento de edição manual, num torno-fresa existe sempre a tendência de otimizar aproximações e movimentações.
  6. Nas empresas não abunda a figura do programador com competências mistas em fresagem e torneamento. Existe o fresador e o torneiro, cada um mestre nas suas competências e tipologias de peças e máquinas. Esta característica impede a transferência de conhecimento.

Os programadores/operadores que se especializam num determinado equipamento correm o risco de ficarem “reféns”. Qualquer alteração do seu controlo manual sobre o equipamento através de outros colegas ou soluções, geram uma sensação de fragilidade do seu vínculo, inviabilizando a evolução tecnológica e a competitividade.

Peças admissíveis de programação exclusivamente manual

Podem ser efectuadas na ordem de 20 – 60 minutos com programação manual sustentadas com um desenho técnico bem elaborado e ferramentas adequadas

pecas torno fresa programacao manual

Peças cuja programação manual é ainda possível, mas com perda notória de eficiência.

Peças cuja programação entra na gama das diversas horas de programação, nomeadamente necessidade de captura de cotas adicionais para criação de ciclos polares/cilíndricos. Programação manual na ordem das 4 a 8 horas. Risco elevado

pecas torno fresa programacao manual pouco eficiente

Peças de programação manual para gerar “Burnout”

Peças cuja programação manual não deixa de ser possível sem sérios riscos de “burnout”, demasiado processo tentativa/erro. De 1 ou mais dias de programação.

pecas torno fresa programacao CAM

Gostaria de ver que peças poderia estar já a produzir com o seu torno-fresa?

Se tem equipamento TORNO-FRESA com capacidade para eixo X, Y,C, Z ou mesmo sem eixo Y, pergunte-se quantas vezes recusou trabalhos que se encaixam nas peças das categorias acima. Pode até ter o programador/operador capaz de programar qualquer peça de forma manual, mas incorre no risco de gerar um stress acrescido. Se esse é o seu caso, está a perder competitividade por não incorporar a tecnologia CAM focada para TORNO-FRESA. Dê oportunidade aos seus programadores de abraçarem peças mais desafiantes e projectos de maior valor acrescentado com a solução de programação CAMWORKS.

Quer tirar mais partido do seu torno-fresa?

Programar torno-fresa

Quando Programar À Mão Um Torno-Fresa Já Não Compensa

Quando programar à mão um Torno-Fresa já não compensa

pt_PT